XIII Simpósio de Pesquisa, Ensino e Extensão

Saberes, Diálogos e Descaminhos da História Oral

17 a 19 de novembro de 2026

O EVENTO

Informamos que o evento contará com 09 Simpósios Temáticos (STs), destinados à apresentação e discussão de trabalhos acadêmicos. 

Atenção: No ato da inscrição e submissão do trabalho, o(a) participante deverá indicar no resumo simples o número do STs que deseja direcionar sua proposta, considerando a temática e a pertinência do trabalho em relação à proposta do ST escolhido.

Normas de submissão: Todos os esclarecimentos das normas estão disponíveis na aba "Downloads"

MANHÃ

ST01 - NARRAR COM FANTASMAS: HISTÓRIA, LITERATURA E FICÇÃO

Coordenador:
Prof. Ms. João Joel de Oliveira Neto
18/11 - 8:30

Resumo: Este simpósio tem como objetivo promover o debate acerca das diversas articulações entre História, Literatura e Ficção, privilegiando os espaços de aproximação, tensão e conflito entre essas modalidades discursivas. Parte-se da compreensão de que a escrita da História não se restringe à descrição documental do passado, uma vez que sua elaboração pressupõe escolhas narrativas, recursos retóricos e operações de representação que estabelecem diálogos com procedimentos próprios da criação ficcional. Reconhecer tais aproximações, contudo, não significa desconsiderar o compromisso epistemológico da História com vestígios e testemunhos, mas investigar como esse compromisso se constitui por meio da linguagem, através de convenções e recursos narrativos que também integram o fazer literário. Nesse sentido, a prática historiográfica compartilha com a escrita literária determinados desafios relativos à elaboração de suas narrativas, sobretudo quando confrontada com memórias traumáticas, lacunas documentais, silenciamentos e acontecimentos que resistem às possibilidades de representação e permanecem como espectros a inquietar o trabalho de historiadores e escritores. Diante dessas questões, o simpósio recebe propostas que investiguem as relações entre História, Literatura e Ficção em suas diferentes dimensões teóricas, metodológicas e práticas. São especialmente bem-vindos trabalhos dedicados à identificação e à problematização de procedimentos ficcionais na escrita da História; à apropriação de recursos narrativos e estratégias literárias pela historiografia; à análise da literatura como fonte para a investigação histórica; às possibilidades de mobilização da Ficção como instrumento de crítica e intervenção historiográfica; às formas de escrita da História em contextos pós-coloniais e em iniciativas de enfrentamento à subalternização de sujeitos e grupos sociais; bem como às experiências e aos usos da Literatura nos processos de ensino e aprendizagem.
Palavras-chave: História; Literatura; Ficção.

ST 02 - ENSINOS E APRENDIZAGENS: USOS DE LINGUAGENS E FERRAMENTAS DA IA

Coordenadoras:
Profa. Dra. Ivaneide Barbosa Ulisses e Profa. Dra. Elisgardênia de Oliveira Chaves
18/11 - 08:30

Resumo: O Simpósio recebe propostas que reflitam sobre atividades de pesquisas e ensinos desenvolvidas a partir da utilização de ferramentas da Inteligência Artificial (IA) e também aquelas cujo foco é a utilização de linguagens como: filme, fotografia, imagem, musica, Hqs, entre outros, nas aprendizagens em salas de aulas. Interessa-nos principalmente as atividades de ensino e pesquisa desenvolvidas em Estágios Supervisionados e programas como: Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), Programa de Residência Pedagógica (PRP) e Programa de Educação Tutorial (PET).

ST 03: ESCRITAS DA HISTÓRIA, ESTUDOS DA MEMÓRIA E USOS PÚBLICOS DO PASSADO.

Coordenador:
Profa. Dra. Cintya Chaves
18/11 - 8:30

Resumo: Nos últimos anos, os/as historiadores/as brasileiros têm ocupado os espaços públicos com mais veemência, devido em especial à persistência de diferentes crises: climática, econômica e da democracia liberal. Os apelos para o retorno a ditadura e a produção sistemática de revisionismos ideológicos e negacionismos históricos provocaram na comunidade historiadora uma compreensão da necessidade de ocupar as plataformas digitais, de repensar sua escrita e até mesmo de "produzir conteúdo" para um público mais amplo, ante o impacto da cultura digital nos modos de viver e na produção do conhecimento histórico. Junto desse contexto, a mobilização dos movimentos sociais das mais variadas naturezas (negros, indígenas, mulheres, comunidade LGBTQIAPN+, dentre outros) tensiona para a modulação de outras formas de elaborar o conhecimento histórico. Nesse sentido, as/os historiadoras/es no tempo presente têm presenciado uma diversificação expressiva de estudos e pesquisas sobre os vários modos de lidar, pensar e debater o passado: produções de documentários, podcasts, curadorias, enfim a "História Pública" está na ordem do dia. Deste modo, esse simpósio acolherá pesquisas que reflitam sobre os diferentes usos do passado, as disputas pelas escritas da História na contemporaneidade, mas também através de instituições consolidadas como Institutos Históricos e Geográficos. Se acolherá ainda trabalhos que tensionem as diferentes linguagens nas quais é possível narrar a história: documentários, novelas, canais no youtube. Ainda se interessa por estudos que articulem a relação complexa que envolve História, memória e tempo, a História Intelectual e História dos Conceitos, os impactos das epistemologias feministas (negras, brancas) para a produção do conhecimento histórico e os desafios de escrever sobre períodos autoritários e democráticos, tensionando-se os deslocamentos epistemológicos que culminaram no giro ético político.

ST 04: História e Gênero
Cordenadora: Profa. Dra. Sarah Pinho da Silva 
18/11 - 8:30
As discussões sobre gênero chegaram ao Brasil, na década de 1980, motivados pelos movimentos feministas. Esses debates permitiram compreender as relações de gênero a partir da historiografia, compreendendo as diferentes nuances que cercam a categoria de análise, tendo por base a perspectiva de Scott (1995, p.88) em que o gênero é uma forma primária de dar significado às relações de poder. Nesse sentido, a História, enquanto disciplina e ciência, passou a integrar uma das áreas de estudos dessa temática, compreendendo a categoria gênero de maneira analítica. Desse modo, busca-se dialogar com diferentes pesquisas que estejam discutindo as diferentes formas de pensar a categoria de análise sob uma perspectiva historiográfica, tais como: história das mulheres, masculinidades, sexualidades, feminismos, violência de gênero, raça e classe, esses diferentes prismas ajudam a pensar a multiplicidade da categoria, ao mesmo tempo, discutir sobre as atualizações e os ataques que os estudos de gênero vêm sofrendo nos últimos anos. Nesse escopo, serão aceitas propostas que versem sobre essas diferentes temáticas, levando em consideração temporalidades diversas, pois o intuito é estabelecer o debate, tendo por base diferentes pesquisas.

ST 05: INTERSECCIONALIDADES E EPISTEMOLOGIAS ANTICOLONIAIS E DECOLONIAIS
Coordenador:
Prof. Dr. Carlos Rochester Ferreira de Lima
18/11 - 8:30

Resumo: O simpósio concentrará trabalhos que buscam mapear e refletir criticamente sobre as práticas pedagógicas e de pesquisas nas Ciências Humanas através de uma lente interseccional (cruzando marcadores sociais como raça, classe e gênero), anticoloniais e decolonial, contrapondo-se às pressões de modelos educacionais neotecnicistas.

ST 06: RELIGIÃO E RELIGIOSIDADES NO BRASIL REPUBLICANO
Coordenador:
Prof. Ms. Matheus Martins

19/11 - 14:00

Resumo: A religião e as religiosidades são parte incontornáveis das experiências humanas. Assim, esse simpósio se interessa por trabalhos que se proponham a compreender os sistemas de crenças e práticas mágico-religiosas institucionais e não institucionais, bem como pesquisas que refletem sobre as implicações teórico-metodológicas de se fazer uma História das Religiões e Religiosidades.

ST 07: RESISTÊNCIAS E CONFLITOS NA AMÉRICA PORTUGUESA, NO BRASIL MONÁRQUICO E REPUBLICANO

Coordenadores:
Profa. Dra. Silvana Pinho
Prof. Ms. Rogério Maciel
19/11 - 14:00

Resumo: O poder e suas formas de opressão foram temas privilegiados pela historiografia brasileira. Não obstante, a importância desses estudos, este simpósio se propõe agregar trabalhos que focalizem as resistências articuladas em meio aos conflitos entre grupos, privilegiando diferentes cenários e contextos da experiência brasileira. Deste modo, pesquisas que abordem a relação micro e macro, histórias locais, do Ceará, conflitos contemporâneos serão bem-vindos. Assim, como trabalhos que utilizem não só de fontes orais, mas também de documentos escritos, da cultura material e fontes digitais para problematizar as tramas e enredos que entretecem os diferentes conflitos.

ST 08: A HISTÓRIA ORAL E SUAS POLIFONIAS
Coordenador
Prof. Ms. Francisco Wellington Gomes Filho

19/11 - 14:00

Resumo: O encontro do entrevistador com o depoente é permeado por expectativas e tensões de ambas as partes. Alessandro Portelli (2010), ao compartilhar suas experiências metodológicas declara a multivocalidade em que se concebe a História Oral. Ou seja, há uma série de vozes atuando, principalmente quando no momento da entrevista o entrevistado não se encontra sozinho. Portelli, afirma que a narrativa multivocal tem andamento mais esquivo. O simpósio pretende reunir trabalhos que compartilhem as diversas experiências dessa relação entrevistador e entrevistado e estabeleçam uma meta cognição sobre as práticas de pesquisa em História Oral.

ST 09: Vozes, Corpos e Cantos: A História Oral como Caminho de Pesquisa nos Terreiros de Umbanda.
Cordenadora: Prof. Ms. Luzia Leila Velez de Miranda

19/11 - 14:00

Este Simpósio Temático propõe um espaço de reflexão, diálogo e aprofundamento teórico-metodológico sobre o uso da História Oral no campo de estudos das religiosidades afro-brasileiras, com foco central nos terreiros de Umbanda em Limoeiro do Norte. Partindo da premissa de que o terreiro se constitui como um território de memória, resistência e salvaguarda de saberes ancestrais. Vamos reunir pesquisas que tomem a oralidade, manifesta em relatos de vida, narrativas de transe, cantares, pontos cantados, memórias de lideranças e comunidades de terreiro, não apenas como fonte de informação, mas como categoria analítica e epistemológica fundamental. A proposta privilegia abordagens que compreendam o corpo como suporte de memória e a escuta sensível como ferramenta ético-política de pesquisa, alinhando-se aos debates decoloniais e aos estudos subalternos e de gênero. Assim, o ST busca consolidar a História Oral como uma vertente indispensável para descolonizar narrativas e valorizar a pluralidade das memórias constitutivas dos terreiros de Umbanda.
Palavras-chave: História Oral; Umbanda; Terreiros; Memória e Ancestralidade; Metodologia da Pesquisa Histórica.



Organizado pelo PET - HISTÓRIA UECE/FAFIDAM
Desenvolvido pelo Departamento de Informática da UECE.